UMA ANÁLISE ENUNCIATIVA ACERCA DA ESCOLA COMUM E(M) SEUS DIZERES

Autores

  • GIOVANI FERREIRA BEZERRA Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Resumo

Exploram-se enunciados acerca da escola comum em dois momentos distintos no Brasil: do final da Primeira República (1889-1930) ao começo dos anos de 1930, com a Escola Nova e o Manifesto dos Pioneiros, quando o termo escola comum alcança repercussão e, depois, do final do século XX à contemporaneidade, com a emergência dos discursos sobre inclusão do público-alvo da Educação Especial na escola comum. Busca-se uma problematização do tema, chegando-se às seguintes formulações: escola comum foi um enunciado contrário à escola tradicional do início a meados do século XX e oposto à escola especial desde fins do mesmo século e na vigência do século XXI. Com isso, houve dispersão enunciativa do termo comum, deixando-se a ênfase inicial na escola laica, republicana e pública para uma discussão centrada no direito ou não de existir das escolas especiais, ressignificadas como irregulares, isto é, fora do ordenamento jurídico e, portanto, ilegais na oferta de ensino especializado substitutivo. O ensaio sugere a necessidade de reativar a potência discursiva do termo comum, no sentido de uma escola pública, laica, gratuita, aberta para todos, mas por meio de uma pedagogia outra.

Biografia do Autor

  • GIOVANI FERREIRA BEZERRA, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

    Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) - E-mail: gfbezerra@gmail.com.

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Publicado

30-05-2026